Python: Tipos de Variáveis e Listas

Como todas as linguagens, Python tem seus tipos de variáveis. A maioria já é conhecida das pessoas (string, numérica, etc.), mas há algumas novidades em termos de listas. Neste post, veremos como identificar o tipo da variável, algumas manipulações simples que podem ser feitas com cada tipo e os diferentes tipos de listas.

STRING, INT E FLOAT

Primeiro, vamos ver como identificar que temos uma string. No Python, assim como no SAS e em outras linguagens, esta variável pode ser passada com aspas simples ou duplas. Já os tipos numéricos, são o int – número inteiro – e o float – número com decimais. Abaixo, temos os quatro exemplos e o print retirado do Jupyter*:


type("String");

type('String');

type(2);

type(2.00); 

captura de tela 2019-01-04 às 16.12.34

CONJUNTOS DE ELEMENTOS

Além dos tipos mais comuns, citados anteriormente, você provavelmente vai se deparar com listas (list) e tuplas (tuple) no caminho. São dois tipos bem parecidos e que nada mais são do que agregados de vários elementos. Porém, a lista é um conjunto ordenado e mutável. Enquanto isso, a tupla é um conjunto ordenado e imutável. A diferença na hora de declarar é que para a tupla se usa parênteses e para a lista deve ser utilizado colchetes:


# cria um objeto

exemplo_tupla = (100, 200, 300)

# verifica o tipo de objeto

type(exemplo_tupla)

# cria outro objeto

exemplo_lista = [100, 200, 300]

# verifica o tipo deste outro objeto

type(exemplo_lista)

captura de tela 2019-01-04 às 23.28.15

Podemos ver claramente a diferença entre os dois quando utilizamos o comando append, que tem como função anexar um novo elemento ao conjunto:

exemplo_tupla.append(500)

exemplo_lista.append(500)

exemplo_lista

captura de tela 2019-01-05 às 15.54.15

Como podemos ver, o append só conseguiu acrescentar o elemento ‘500’ à lista.

Para acessar um elemento de uma lista ou uma tupla, deve-se indicar o nome do conjunto e a posição do elemento deve estar entre colchetes. Entretanto, a ordenação tem inicío no 0 e termina em n-1, sendo n o número de elementos do conjunto:

# 1o elemento da tupla
exemplo_tupla[0]

# 3o elemento da tupla
exemplo_tupla[2]

# 4o elemento da lista
exemplo_lista[3]

captura de tela 2019-01-05 às 16.16.49

Nas listas, é possível alterar os elementos:


exemplo_lista[0] = 0
exemplo_lista

captura de tela 2019-01-05 às 16.25.35

Novamente, isso não funcionará para duplas, pois elas são imutáveis.

SETS E DICTIONARIES

Temos ainda dois casos de conjuntos que não possuem ordenação, os sets e os dictionaries. Um set – que poderia ser traduzido como conjunto – é um conjunto sem ordenação e sem indexação. Ele é escrito entre chaves:


exemplo_set1 = {"casa", "bola", "gato"}

exemplo_set2 = {1, 2, 3}

captura de tela 2019-01-05 às 16.36.19

Por não ser indexado, você não consegue acessar os seus elementos da mesma forma que faz para listas e tuplas (utilizando a posição do elemento entre colchetes). No entanto, você pode checar se um objeto está no conjunto em questão, basta utilizar o print…in..:


print(3 in exemplo_set2)

print(4 in exemplo_set2)

captura de tela 2019-01-05 às 16.38.28

Outras diferenças para lista/tupla, é que no set não é possível alterar os elementos. Além disso, para adicionar um elemento, ao invés de utilizar o append, deve-se utilizar o add:

exemplo_set1.add("escola")
exemplo_set1

captura de tela 2019-01-05 às 16.42.31

Um dictionary – que também teria uma tradução direta, dicionário – é semelhante ao set, porém, ele pode ser alterado. Eles também são escrito em chaves, mas devem ter chaves de identificação (análogo ao título da coluna de uma tabela) e os valores referentes a cada chave. Atenção, valor não quer dizer número aqui. Veja um exemplo:

 
exemplo_dictionary1 = {
"Nome": "Yukio",
"Cargo": "Consultor",
"Id": 12345
}

exemplo_dictionary1

captura de tela 2019-01-05 às 16.46.36

Se você quiser acessar algum dos elementos, basta chamar pela chave de identificação entre colchetes:


exemplo_dictionary1["Nome"]

captura de tela 2019-01-05 às 16.49.08

Estes são os tipos de objetos que você precisa ter conhecimento para trabalhar em Python. Obviamente, o tema não está esgotado e há MUITO o que abordar no blog. Estou evoluindo no conteúdo em Python, que sempre foi deixado um pouco de lado, mas que não deixa de ser importante para cientistas de dados, dada a relevância que a linguagem tem adquirido.

Uma pequena nota aqui: quando escrevemos diversas linhas de código em uma única célula do Jupyter Notebook, ao executarmos o script, o código irá apresentar somente o último output. Porém, você pode reverter este problema utilizando o print. Veja abaixo, um exemplo sem e com o comando:

captura de tela 2019-01-05 às 16.54.10

captura de tela 2019-01-05 às 16.54.35

 

* Como ainda não uso o Python com tanta frequência, estou escolhendo ainda qual melhor ambiente para se programar. Estou tentando o Jupyter agora, mas quem iniciou com o Rodeo, pode continuar com ele que vai dar na mesma. Algumas dicas a respeito do Jupyter você encontra em Uma Brevíssima Introdução ao Anaconda e o Jupyter Notebook.

 

Espero que tenha feito bom proveito do post. Como sempre digo, se tiver dúvidas, comentários ou sugestões, deixe um comentário ou envie um e-mail para mim através do formulário em Sobre o Estatsite. Se encontrar erros, fique a vontade para me escrever também, toda ajuda é bem-vinda. E, insistindo mais uma vez, se curtiu o conteúdo, clica aí na estrelinha, compartilhe com os colegas. Esse tipo de coisa que não parece nada, me ajuda bastante.

Bons estudos!!!

 

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